Somos filhos, filhos de quem nós somos?
Fomos filhos, filhos de quem nós fomos?
Encerramos mais um capítulo desta novela dramática
e é agora que escreveremos nossa saga?
E a razão? A quem pertence?
Não acredito em verdades, acredito em pontos de vista
que são versões de uma mesma verdade!!!
Ou quem sabe, mentiras que adotamos como certas.
Não importa!
O que está valendo agora não é quem sabe jogar nem quem tem mais pontos
e sim quem sobrevive ao jogo.
No fim, somos cartas fora do baralho mesmo!
Descartáveis, sem direito a chão, a vela, ao nome na lápide.
Voltemos ao passado por um instante!
Aquele teto chamuscado e sujo ainda está lá.
Aquela samambaia, certamente desmilinguida, não foi molhada hoje!
E agora, pra quê servem tantas almofadas?
Alguém pode enfiar a linha na agulha? E pra quê?
Não há mais pelos, nem cheiros, nem desvelos...
Não há mais zelos, nem quem nos espere voltar.
Não há mais nada!
Sobramos nós mesmos!
Que agora sós, temos nas mãos uma folha em branco
Quem começa? Quem termina?
O verbo é ter ou ser?
Agora, é nossa a escolha...
"O amor faz a diferença..."
Há 13 anos

Um comentário:
Eu gostaria que fosse "ser"...
Mas no mundo de hoje, me parece que é o "ter"...
Cartas fora do baralho... me sinto bem assim mesmo!
Beijo Lucy!
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