QUEM SOU EU?

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RJ, Rio de Janeiro, Brazil
Mulher das artes, não de peraltices, mas da contemplação ao belo. Atrevo-me a cantar sempre que posso e tenho feito isso por mais de uma década, escrevo antes mesmo de pronunciar a primeira palavra, pois minha mente já riscava um texto completo. Procuro dividir minhas descobertas, meus achados e minhas insanidades com quem quiser me ouvir. E pra quem não quiser, eu canto. ♪♫♪♫! Não sou o que penso nem mesmo sei quem sou, mas saber que existo do jeito que pareço ser já é um passo em minha direção. LUCY LEON 03/ 2009

domingo, 12 de abril de 2009

SEMPRE NÃO É TODO DIA

Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e ah....
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou, vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia

Eu que já sabia tudo
Das rotas da astrologia
Dancei e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Olhei pro meu espelho e ah....
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia

Botei o meu nariz a postos
Pro faro e pro que vicia
Senti teu cheiro na semente
Que a manhã me oferecia
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia

Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Oswaldo Montenegro / Mongol

ODE

Quando penso que sonhei vejo que pouco quis
Quando penso que aprendi vejo que nada sei
Quanto mais eu me vejo menos me aproximo de mim
E quanto mais me persigo mais eu me perco
Porra! Então porque tanta busca? Porque tanta angústia?
Se o fim da estrada é igual ao começo!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

FILHOS?

Somos filhos, filhos de quem nós somos?
Fomos filhos, filhos de quem nós fomos?

Encerramos mais um capítulo desta novela dramática
e é agora que escreveremos nossa saga?

E a razão? A quem pertence?
Não acredito em verdades, acredito em pontos de vista
que são versões de uma mesma verdade!!!
Ou quem sabe, mentiras que adotamos como certas.

Não importa!
O que está valendo agora não é quem sabe jogar nem quem tem mais pontos
e sim quem sobrevive ao jogo.
No fim, somos cartas fora do baralho mesmo!
Descartáveis, sem direito a chão, a vela, ao nome na lápide.

Voltemos ao passado por um instante!

Aquele teto chamuscado e sujo ainda está lá.
Aquela samambaia, certamente desmilinguida, não foi molhada hoje!
E agora, pra quê servem tantas almofadas?
Alguém pode enfiar a linha na agulha? E pra quê?

Não há mais pelos, nem cheiros, nem desvelos...
Não há mais zelos, nem quem nos espere voltar.
Não há mais nada!

Sobramos nós mesmos!
Que agora sós, temos nas mãos uma folha em branco
Quem começa? Quem termina?
O verbo é ter ou ser?

Agora, é nossa a escolha...

A RAZÃO DAS COISAS

E CAE UMA BOMBA NA TUA CABEÇA
E POR MAIS QUE MEREÇAS, POR MAIS QUE PEREÇAS
E, AINDA QUE NUNCA TE ESQUEÇAS
CARREGARÁS A PÓLVORA EM TEUS CABELOS.
E QUANTO MAIS TE APROXIMAS DO FIM
MAIS ENTENDES O COMEÇO DE TUDO

AGORA, NÃO HÁ MAIS UM CAMINHO DE VOLTA
NÃO HÁ UM BERÇO E NEM UM TERÇO DE TUDO QUE VIVEU
ESTARÁ A TUA ESPERA.
POIS FORA DESFEITO O CENÁRIO.

A TUA HISTÓRIA, AGORA,
ECOA SOMENTE NA TUA CABEÇA
E ANTES QUE EU ME ESQUEÇA
FOSTE TU QUEM APAGOU TEU PASSADO

MAS, SE TE SERVES DE ALÍVIO
TEU PRESENTE PODERÁ SER ESCRITO COM DIGNIDADE
BASTA QUE TU ENTENDAS, DE UMA VEZ POR TODAS,
QUE A RAZÃO DAS COISAS NÃO PODE ESTAR ACIMA
DO AMOR DAS PESSOAS.